19 de fev. de 2010

Circulação extracorpórea


Circulação extracorpórea

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

circulação extracorpórea(C.E.C.) é utilizada em mais de 80% das cirurgias cardíacas . É uma técnica aplicada mundialmente nos casos em que o coração precisa parar de bater (cardioplegia) para que a cirurgia seja realizada. O sangue é desviado para a máquina, que faz o papel do pulmão, de oxigenar o sangue, e do coração, de bombeá-lo. Já existem equipes no mundo todo inclusive no brasil que fazem 100% das cirugias de revascularização do miocárdio sem usar a C.E.C.. (Esta tecnica esta limitada a revascularização da parede anterior, lateral e inferior do miocardio, sendo praticamente impossivel revascularizar a parede posterior do muiocardio sem o auxilio da C.E.C.. A Circulação Extracorpórea é também largamente utilizada em cirurgias intracardiacas, cerebral e em traatamento de membros com cancer na utilização de quimioterapia isolada de do membro acometido pela doença. Perfusão é o nome dado pelos que atuam na area. A Circulação Extracorporea é uma especialidade da medicina e todos os cirurgioes cardiovasculares tem de conhecer a técnica, sendo necessario para isto a realização de um curso específico. Todo o profissional que atua na C.E.C. deve ter curso superior dentro da área de saude( enfermeiros,médicos, biomédicos, farmacêutico-bioquímico) e possuir titulo de especialista em Circulação Extracorpórea emitido pela Sociedade Brasileira de Circulação Extracorpórea. O profissional que opera a máquina de circulação extracorpórea é chamadado de perfusionista.

Cuidados no pós-operatório de cirurgia cardíaca


A cirurgia cardíaca não é mais um mito. Hoje é comum encontrarmos pessoas que foram operadas levando uma vida praticamente normal.

A cirurgia cardíaca é um procedimento de alta complexidade e que necessita de que o paciente esteja em condições clínicas aceitáveis, de uma equipe multidisciplinar treinada e com experiência e de um hospital com instalações e equipamentos adequados.

Uma vez indicada a cirurgia cardíaca (cardiopatias congênitas, doenças valvulares, as doenças da aorta, transplante cardíaco e doenças coronárias graves sem indicação de angioplastia)o paciente será encaminhado para uma avaliação minuciosa através de história clínica, exame físico e exames complementares de acordo com o quadro clínico e doenças associadas.

Algumas medidas serão recomendadas ou mesmo e exigidas dos pacientes antes do ato cirúrgico, como abandonar o etilismo e tabagismo dois meses antes, controle rigoroso do diabetes por pelo menos um mês, vacinação anti-tetânica, anti-gripal e anti-pneumocócica, emagrecimento e mudanças nos hábitos de higiene , tratamento dentário nos casos de trocas valvulares, fisioterapia respiratória , suspensão de alguns medicamentos que possam gerar problemas no pós operatório, como aspirina, anticoagulantes entre outros e encaminhar doadores de sangue para os hemocentros.

Sabidamente os fatores que aumentam a mortalidade e a taxa de complicações no pós operatório são: idade avançada, sexo feminino, infarto do miocárdio prévio, diabetes, tabagismo, cirurgia cardíaca prévia, obesidade, cirurgia de emergência ou de urgência, insuficiência renal e doença pulmonar obstrutiva crônica. Outros fatores como desnutrição e doenças que alteram a imunidade também contribuem para um resultado ruim.

O planejamento cirúrgico com todos os componentes da equipe multidisciplinar, que incluem cirurgiões cardíacos, cardiologistas, anestesistas, fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros e psicólogos, é muito importante para o sucesso da cirurgia.

O paciente receberá o preparo pré-operatório já em ambiente hospitalar (enfermaria ou apartamento) onde será feita a tricotomia (depilação específica para cirurgia) e receberá a medicação pré anestésica, posteriormente será encaminhado ao centro cirúrgico onde será realizada a cirurgia cardíaca, com duração aproximada de 6 horas e ao término da mesma transferido para UTI acompanhado pelo anestesista.

Na UTI será recebido pelo médico plantonista, permanecendo em torno de 48 horas em cuidados intensivos, com monitorização de todos os parâmetros como pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura, frequência e padrão respiratório, diurese e débito dos drenos; avaliação clínica contínua, fisioterapia respiratória e cuidados de enfermagem. Após estabilização do quadro, serão retirados drenos, cateteres e fio de marcapasso, o paciente receberá alta da UTI para o apartamento, permanecendo ao lado dos familiares e iniciando o período de reabilitação com caminhadas e exercícios respiratórios.

No apartamento ou na enfermaria, deve-se evitar muitas visitas pois o paciente encontra-se debilitado e necessitando de repouso entre os exercícios. A dor, inchaço, insônia, palidez, falta de apetite são comuns neste período e melhoram com o passar dos dias. Quando estiver em condições clínicas adequadas e com exames laboratoriais normais, receberá alta hospitalar e isto ocorre dentro de 72 horas após alta da UTI.

Em casa o paciente continuará o período de reabilitação, caminhando e fazendo exercícios respiratórios e principalmente mantendo os cuidados com a cicatriz cirúrgica (lavar apenas com água corrente e sabão; manter a cicatriz sempre limpa e seca; observar a presença de saída de secreção pela ferida e, nestes casos voltar a procurar imediatamente o cirurgião; evitar colocar pomadas, cremes ou qualquer outro produto na cicatriz a não ser quando recomendado pelo médico cirurgião) e tomando a medicação adequadamente. Não poderá deitar-se de lado, nem de bruços; realizar movimentos bruscos e grandes esforços por pelo menos 02 meses (60 dias).

A vida sexual pode voltar ao normal após o primeiro mês, respeitando obviamente os limites. Em alguns casos o paciente desenvolve um quadro depressivo, o que é comum e deve ser tratado através de terapia ou medicamentos. No segundo mês poderá voltar a dirigir e após três meses o paciente praticamente retorna as suas atividades normais seguindo as orientações médicas específicas para cada patologia.

Cabe ao médico explicar para o paciente qual a sua patologia, o tipo de cirurgia, os riscos, complicações e o resultado esperado para o tratamento da sua doença, favorecendo assim uma relação de confiança e segurança entre o médico e paciente.

dados retirados :http://www.ameseucoracao.com.br/doencas/cuidados_no_posoperatorio_de_cirurgia_cardiaca/24/

Cirurgia bariátrica




TIPOS DE CIRURGIA BARIÁTRICA

dados retirados:www.cirurgiadeobesidade.med.br/obesidade/tipos-cirurgia-bariatrica.asp#top



8 de jan. de 2010

curativos e coberturas



Acetato de Celulose Permeável ao Vapor
Colágeno e Celulose oxidada e regenerado
Metronidazol Tópico
Ácido Hialurônico
Colagenase
Ozonoterapia Tópica
Ácido Hialurônico &Sulfadiazina Prata
Derivado do Intestino de
Porco

Papaína
Elicina
Papaína e Uréia
Ácido Ricinoléico - AGE
Fator de Crescimento
Papaína e Uréia &
Clorofila

Açúcar
Fibroblasto Autólogo
Prata impregnada
Albumina
Fibroblasto Homólogo
Prata & Alginato de Cálcio
Alginato de Cálcio
e Sódio

Fibrinolisina
Pele de Rã
Alginato de Cálcio/Sódio & Zinco
Filme Transparente
Própolis
Alginato Cálcio/Sódio
& Carvão Ativado

Gaze Não Aderente
Protetor Cutâneo
Periostomia

Alginato Cálcio/Sódio &Hidrocolóide
Hidrocolóide
Queratinócito Autólogo
Alginato Cálcio/Sódio &Hidropolímero
Hidrocolóide e Alginato de Cálcio e Sódio
Ringer Simples
Alginato Cálcio/Sódio &Prata
Hidrogel
Ringer e Polímero Absorvente
Aloe vera - Babosa
Hidropolímero
Sanguessuga
Carvão Ativado
Hidropolímero e Alginato de Cálcio e Sódio
Solução Fisiológica
Carvão Ativado e Prata
Larva Esterelizada
Sulfadiazina de Prata
Colágeno
Matriz de Regeneração
Dérmica

Sulfadiazina de Prata e
Nitrato de Cério

Colágeno e Alginato de Cálcio
Membrana Permeável ao Vapor
Sulfadiazina de Prata e
Ácido Hialurônico

dados retirados:http://www.feridologo.com.br

úlcera de decúbito ou úlcera de pressão




A úlcera de decúbito ou úlcera de pressão está entre as condições mais evitáveis e mais freqüente nos idosos imobilizados. Quatro fatores contribuem para o desenvolvimento da úlcera: pressão no local, forças de cisalhamento, fricção e umidade. Estas úlceras desenvolvem-se nas áreas do corpo (mais comumente nas regiões de proeminências ósseas) expostas a pressão prolongada. A sua prevenção evita muitos transtornos e dores para o idoso acamado ou com imobilidade.
Constituição da pele
peleA pele é formada por duas camadas primárias e uma camada de gordura subcutânea. A epiderme é constituída principalmente de ceratinócitos, que impermeabilizam a pele. Camadas distintas de células mantêm a função da epiderme à medida que as células amadurecem a migram em direção a superfície. As células deLangerhans são responsáveis pela função imunológica, e os melanócitos protegem a pele da radiação ultravioleta.
A derme é formada por uma camada papilar, que adere e nutre a epiderme, e uma camada reticular. A derme consiste em fibroblastos em um mar de colágeno, fibras elásticas e substância fundamental. Tanto a estrutura das fibras na derme como a sua organização é responsável pela tensão e elasticidade da derme. O esgarçamento ocorre mais facilmente na pele do idoso.
A gordura subcutânea é responsável pelo isolamento térmico e pelo acolchoamento das protuberâncias ósseas. Indivíduos edemaciados estão propensos a um risco elevado de úlceras de pressão devido à falta de tecido mole entre a pele e as protuberâncias ósseas, ocasionando as úlceras de pressão.
As úlceras de pressão são causadas por diversos fatores, incluindo pressão, atrito, fricção, umidade excessiva, calor ou ressecamento da pele e falta de nutrição. Tanto o tempo de contato como a pressão sobre uma superfície corporal devem ser considerados na avaliação do risco da lesão da pele.
O estadiamento das úlceras de pressão baseia-se no tecido comprometido e, portanto, um estadiamento reverso não pode ser realizado. Com referência ao posicionamento e à pressão, devem ser consideradas as composições corporais do cliente, o estado mental e a superfície de apoio. São discutidas diretrizes para a escolha de superfícies de apoio adequadas, assim como a necessidade de uma avaliação nutricional e psicossocial correta.
Prevenção
Algumas abordagens devem ser realizadas para prevenir a úlcera de pressão, como:
1. Mudança de decúbito – Mudança de decúbito do paciente acamados ou debilitados de 2/2hs, e sempre evitar deixar o paciente em atrito com a área lesada. Para as mudanças de decúbito devem ser considerados os déficits neurológicos, lesão muscoloesqueléticas ou áreas particulares da pele com risco elevado de formação de úlceras. Lembrando sempre que o paciente nunca deve ficar posicionado diretamente sobre a úlcera, e se isto for impossível, ele deve estar sobre uma superfície redutora de pressão.
2. Cuidados com os pontos de apoio – Para evitar lesão causada pelo contato das proeminências ósseas umas com as outras,deve-se usar travesseiros, cunha de espuma ou outros dispositivos para manter os joelhos e os tornozelos separados. Qualquer pessoa com mobilidade comprometida que esteja restrita ao leito deve ter um dispositivo que alivie totalmente a pressão sobre os calcanhares fora do leito. Isto pode ser feito simplesmente colocando-se travesseiros sob as pernas ou pode incluir dispositivos mais complexos, almofadas em forma de rosca nunca devem ser usadas pelo paciente com risco dedesenvolver úlceras de pressão.
IMPORTANTE – Não deve-se utilizar luvas de látex, nos calcanhares do paciente, pois este procedimento pode ocasionar mais ainda no aparecimento de úlceras de pressão.
3. Colchonetes especiais – Colchonetes especiais contendo ar, espuma, gel ou água, a profundidade recomendada para os com o gel é de 13 cm, e 7,5 cm para colchonetes com água.
4. Massagem de conforto – Massagem de conforto com ácido graxos essencial, pode trazer um alívio da dor, e auxiliar na circulação sanguínea, evitando o aparecimento das úlceras de pressão.
5. Nutrição – O estado nutricional é de extrema importância para os pacientes acamados, pois a dificuldade de se alimentar pela boca, ocasiona uma perda de peso involuntária, imobilidade, estado mental alterado e déficit cognitivo. As diretrizes recomendam encorajar a ingestão dietética e a suplementação da dieta, se o indivíduo estiver desnutrido, recomenda-se auxílio nutricional através de sonda ou outros meios necessários.
6. Apoio psicológico – Os aspectos psicossociais necessitam muito do auxílio dos cuidadores, pois inclui no fato que o paciente precisa compreender o plano de tratamento e estar motivado para aderir ao plano, precisa compreender valores, e adaptar a um estilo de vida adequado. Estes recursos não são apenas financeiros, mas também incluem a capacidade de entender e acompanhar o plano de tratamento.
Todos estes parâmetros auxilia na prevenção da úlcera de pressão, mas para cada paciente deve se criar um plano demudança de decúbito, pois este plano deve ser individual pois depende da imobilidade de cada paciente. Porém, para poder prestar uma assistência adequada ao paciente, precisamos da cooperação principalmente do paciente, cuidador e famíla


Colaboradora : Roberta Inacio Couto

* Enfermeira – Pós-graduanda em Saúde e Medicina Geriátrica – Metrocamp